papo de RH, só que não

escrito por Elizia Silva
colunista e especialista em RH

lições para se aprender no setembro amarelo.

Este mês de setembro reforça algo que precisamos pensar o ano inteiro: prevenção do suicídio e a importância da boa saúde mental e emocional, de forma educativa, para todos os públicos.

a nossa ideia é desmistificar um assunto comentado em várias empresas, independentemente do tamanho, que o papel do RH é cuidar de pessoas, oferecendo um programa de bem estar pensando na saúde corporativa e mais importante: escutando os colaboradores

e por que só do RH?

antes de atuar em uma empresa, somos seres humanos e sociais, pertencentes à núcleos compostos por: famílias, amigos, vizinhos, comunidades, sociedade em geral. 

o RH deve ser papel de todos, seja líderes ou liderados, dentro ou fora de uma empresa. se preocupar com pessoas é o papel de todos. observar o nosso comportamento, além de nossos amigos e familiares e fundamental para quebrar vários tabus, inclusive que, falar sobre suicídio estimula pessoas a praticarem. 
a OMS estima que 90% dos casos podem ser evitados quando há oferta de ajuda. em geral, seis meses antes de consumar o ato, pessoas com pensamentos suicidas procuram ajuda com profissionais, em especial em clínicas médicas. esta constatação foi feita pelo Grupo de Pesquisa de Prevenção do Suicídio

por que é importante falar no assunto? 

suicídio deve ser tratado como questão de saúde pública, alertam vários pesquisadores e aqui na mudi queremos trazer reflexões de temas que ajudam vidas e que se apliquem no mundo corporativo.

dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) e da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp mostram o crescimento no número de casos. 

muitos estudos refletem a relação entre distúrbios suicidas e mentais (em particular, depressão e abuso de álcool) esteja bem estabelecida em países de alta renda, vários suicídios ocorrem de forma impulsiva em momento de crise, com um colapso na capacidade de lidar com os estresses da vida – tais como problemas financeiros, términos de relacionamento ou dores crônicas e doenças.

além disso, o enfrentamento de conflitos, desastres, violência, abusos ou perdas e um senso de isolamento estão fortemente associados com o comportamento suicida. as taxas de suicídio também são elevadas em grupos vulneráveis que sofrem discriminação, como refugiados e migrantes; indígenas; lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais (LGBTI); e pessoas privadas de liberdade. de longe, o fator de risco mais relevante para o suicídio é a tentativa anterior.e como ainda estamos enfrentando a pandemia, sem uma previsão exata sobre a chegada da vacina, nossa vida não voltou ao normal, estamos nos adaptando ao novo normal. várias pessoas ainda sentem que a liberdade está limitada e em colocada risco. esse sentimento gera em muitas pessoas o chamado transtorno de ansiedade (que pode ser traduzida no excesso de futuro, projeção, algo que não aconteceu).

mudanças nem tão fáceis de lidar.

muitas pessoas têm dificuldade em lidar com as mudanças, sair da tão chamada zona de conforto e, de verdade, fomos obrigados a isso. palavras como adaptabilidade, resiliência, reaprender, ressignificar estão cada dia mais presentes em nosso cotidiano. estamos lidando vários lutos (seja pela perda de amigos, parentes, familiares, volume de mortes diárias mundialmente) ou mesmo pela perda de emprego, pois várias empresas foram obrigadas e reduzirem o quadro de funcionários e ao tentarmos conhecer nosso novo normal, temos que lidar com essas mudanças que nos trazem desconforto, tristeza (sentimento momentâneo), que podem se transformar em depressão (doença emocional).
a dica de ouro é: foque no agora. viva o seu melhor hoje. esteja presente no que estiver de corpo e alma no que estiver fazendo e se precisar conversar com um amigo, profissionais de saúde, cada vez mais atuantes e preparados para lidar com os nossos sentimentos.

QUERO CONVERSAR

Mesmo que você não tem certeza de que precisa de nossa ajuda, não tenha receios em entrar em contato com a gente. Um de nossos voluntários estará à sua disposição.

Escolha a opção mais adequada para você conversar com o CVV:

por isso, reforçamos a importância de falar de forma educativa, aberta e empática com familiares e filhos. 

A maior taxa de tentativas ocorreu nos adolescentes de 15 a 19 anos, nos quais atingiu 59,9 por 100 mil habitantes. As taxas de tentativas de suicídio são mais elevadas nas mulheres em todas as faixas de idade, sendo as maiores diferenças entre os sexos observadas nas idades abaixo de 20 anos.

Se quiser saber mais sobre o assunto:

› cartilha sobre suicídio

› organização pan-americana de saúde

› viva bem (uol) “precisamos falar sobre suicídio”

falar inspira a vida

› associação brasileira de familiares, amigos e portadores de transtornos afetivos

quem é Elizia?

Elizia tem 48 anos, é mãe de Arthur e esposa de Luís. 

trabalha como assistente social desde 1995 e formou em Serviço Social. fez pós graduação em gestão de projetos sociais pelo Instituto Aleixo e se especializou em diversas áreas, como gestão de qualidade de vida no trabalho e gestão de pessoas, em instituições como a USP, FGV, LAB e SLAC. já palestrou na Blueprint, B2P e no SENAC. além disso, atuou em empresas de médio e grande porte como a Phillips, o Serasa e Azul.

ama pessoas, amigos, viajar, leitura, filmes, séries, correr e… ser feliz!

quer falar com ela?

e-mail: silvaelizia@yahoo.com.br
linkedin: https://www.linkedin.com/in/elizia-silva-8102011a/

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